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INFOGRAFIA |
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Desenho de páginas internas
Do ponto de vista do desenho jornalístico, a página é o suporte técnico em que nos apoiamos para distribuir sobre sua superfície a informação e os blocos publicitários. A página se constitui em uma estrutura muito singular do jornal, já que contém informações de importância diversa e distintos tamanhos de blocos publicitários, requerendo cada um desses elementos uma valoração e um desenho distinto. O desenho jornalístico se realiza de página em página, requerendo a atenção do jornalista. Segundo Mário Garcia o desenho de uma página implica em um planejamento prévio de como irá cada um dos elementos, portando, definindo-se qual o aspecto geral da página. O desenho de uma página também significa uma harmonização dos diversos elementos gráficos. Para se causar o impacto necessário e uma leitura fácil é preciso uma combinação certa de tipografia, fotografia e espaços em branco. A numeração da página é um elemento essencial para se fazer uma publicação legível tecnicamente. Ela foi introduzida pela primeira vez na história da imprensa pelo editor veneziano Aldo Manuzio, nos início do século XVI. Divisão da página Em função da posição que ocupe uma informação em uma página, podemos dividir esta última em 4 partes: - parte superior (cabeça
da página) Na hora de distribuir os diferentes
blocos informativos sobre a página, devemos procurar conseguir
um equilíbrio que garanta uma certa racionalidade visual e que
facilite a leitura. Nos jornais atuais, o número de colunas utilizada pela notícia não determina a importância dela, e sim, onde ela é colocada. Assim, uma página pode ter a notícia mais importante em 3 colunas, em cima e centrada e na parte inferior da página outra informação em quatro colunas. Nesse sentido, as notícias mais importantes costumam estar na metade superior da página. Entrada e Saída. Par e Impar Outro critério que determina
a importância que se dá a informação dentro
da página de um jornal e se esta é colocada "de entrada"
ou "de saída". Esta distribuição se baseia em critérios como uma certa lógica: - Nos diários espanhóis,
a colocação dos blocos publicitários, em sua maioria,
se faz na entrada das páginas pares e na saída das impares,
em muitas ocasiões o espaço era menor e, por tanto, é
dedicado a notícias de menor importância. Em um jornal, a página
impar tem muito mais importância que a par, porque a página
impar é a primeira que se vê ao se passar de páginas. CIV Centro de Impacto Visual (CIV), teoria criada por Mario Garcia. "O desenho de uma página harmoniosa e criativa prima pela colocação que denomino CIV. Onde fica o CIV? A resposta é: é onde o jornalista quer coloca-lo. Obviamente, o jornalista controla a forma em que quer que proceda visualmente o leitor sobre a página. Uma das regras básicas do desenho de uma página é a criação de uma atração instantânea de cara ao leitor. O CIV deve gerar suficiente interesse ou magnetismo para ganhar a atenção do leitor na primeira olhada. O leitor não dispõe de um itinerário fixo antes de que comece sua viagem através da página. Deve ter apenas um CIV por página. Apesar do CIV ser o primeiro ponto de interesse óptico, a página deve contar com outros pontos de apoio que forçam o leitor a ler-la. Estes pontos de apoio seriam denominados de 'focos ópticos'. |
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