| Xô
multimídia
Acredito ser
um dos poucos defensores do ensino do jornalismo multimídia em
quatro anos. Minha visão, ministrando aulas em cursos de graduação
e pós-graduação, é de que há um senso
comum de que a linguagem multimídia seja ensinada como um penduricalho,
ou seja, dê uma disciplina para ela, duas aulinhas semanais e tudo
bem.
Mas a realidade do mercado mundial é bem diferente. As ferramentas
proporcionadas pelas tecnologias digitas, principalmente on-line, têm
dado uma propulsão bastante interessante aos relatos jornalísticos.
Não é preciso ir longe, cruzar oceanos. Ao sul, na Argentina,
o diário Clarín, em seu website, tem feito um trabalho muito
bom nessa área, experimentando novas possibilidades tecnológicas,
aliadas ao bom e velho jornalismo.
Basta ver um especial multimídia sobre a base norte-americana de
Guantánamo e seus respectivos prisioneiros, no link www.clarin.com/diario/especiales/sierra/guantanamo.html,
cujo endereço me foi enviado pelo amigo Thiago Dória. Produzido
com a tecnologia Flash, percebe-se a força da utilização
da linguagem multimídia na construção de uma história
jornalística.
Mas onde formaremos esse profissional que produzirá notícias
em formato multimídia no Brasil? Nos cursos de jornalismo das universidades
brasileiras? Desculpe o pessimismo, mas a realidade aqui é outra.
Ainda estamos lutando para fazer os alunos entenderem o que é Lide,
técnica trazida ao Brasil, por Danton Jobim, nos anos 50 do século
passado.
O jeito é não desanimar.
|