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O
El Pais errou?
O professor
Carlos Chaparro, que participou da banca na defesa de tese na ECA/USP,
argumenta com grande propriedade a cobertura, um dia após, dos
atentados em Madri pelo jornal El Pais. No seu artigo publicado no website
Comunique-se, o mestre de todos nós, Chaparro foca sua escrita
sobre os governantes que mentem para os jornalistas, nos utilizando para
convencer a sociedade sobre determinados acontecimentos ou versões,
é uma prática comum, cotidiana, cínica, cênica
e que vem no manual de instrução de grande parte dos políticos
e funcionários de alto escalão no Brasil e além dos
mares.
Portanto, acredito que como tal prática não irá mudar,
pois pertence ao DNA da mencionada “profissão”, nós jornalistas
devemos todos os dias, sim, todos os dias, nos prepararmos para enfrentar
a situação, pois como missão, creio, o jornalismo
tem que tentar sempre encontrar a verdade dos fatos, por mais subjetivo
que seja o conceito de verdade.
Percebo atualmente que as mentiras e artimanhas para esconder a verdade
se tornam mais sofisticadas e as pressões econômicas (`forças
ocultas´) cada vez são mais fortes em um mundo globalizado,
onde quem comanda quase todos os setores da atividade humana são
as grandes corporações, fazendo dos governantes seus perfeitos
fantoches.
No caso do El Pais, com a manchete “MATANZA DE ETA EM MADRID” foi um erro,
certamente, comprovado até pela derrota dos governistas nas últimas
eleições. Porém, acredito ser muito difícil
obter, em pouquíssimas horas após os atentados, uma fonte
confiável, idônea e imparcial. Em um fato inesperado, creio
que a primeira fonte possível é a oficial. Então,
devemos fazer sempre a ressalva e com grande destaque: o governo disse,
o ministro afirma, o delegado ´jura´ etc, para depois nos
aprofundarmos no assunto.
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