PAPER


Webmídia: capítulo paulista da história emergente

Prof.Dr. Walter Teixeira Lima Junior
UniFiam/Faam – São Paulo

Paper apresentado Ciclo de divulgação científica promovido pelo Instituto Histórico e Geográfico
de São Paulo, dia 31 de maio de 2004

A invenção da internet realmente acontece em 1969, nos Estados Unidos, interligava originalmente laboratórios de pesquisa e se chamava ARPANET (ARPA: Advanced Research Projects Agency). Esse fato histórico mudou o mundo no âmbito das comunicações, mas a rede, como foi concebida, era instrumento para ser manipulado por experts, ou seja, só os cientistas detinham o conhecimento de como utilizá-la.
A troca de informações não acontecia num ambiente, que se denomina atualmente como user-friendly, ou seja, graficamente amigável. A tela preta do computador e a inserção de linhas de comandos complicados faziam parte do dia-a-dia de quem se comunicava pela rede de computadores.
A internet realmente passou a ser utilizada por um número maior de pessoas, saindo gradativamente do mundo ‘escuro’, só dominado por acadêmicos, para se tornar uma poderosa ferramenta em outras atividades humanas, como na comunicação social, quando o inglês Tim Berners-Lee inventa o World Wide Web (WWW).
Foi justamente essa nova forma de acesso à Internet que revolucionou e está transformando o modo de se produzir e distribuir informação.
A história do acesso a fontes de informação (notícias eletrônicas) localizadas numa rede começa há mais de 30 anos, portanto, antes do surgimento da Web. A primeira experiência que se tem notícia foi realizada em 1971, na Europa, quando o Correio Central Britânico iniciou operações no que veio depois a se tornar o serviço Prestel.
Lançado em 1979 oferecia boletins de notícias, serviços de home banking, reserva de vôos e outras informações através de monitores especiais do tipo TV. Contudo, pelos altos custos e vários outros fatores, o projeto foi abandonado em 1993.
As páginas teste foram operadas em 1973 e transmissões iniciaram-se em caráter experimental, antes do lançamento em 1976. A versão ITV do teletexto foi desenvolvida, pela Oracle, com fabricantes de televisores sendo consultados a cada passo. A força para transmitir notícias ao vivo no formato de teletexto foi realizada durante estes testes.
A adoção de serviço de teletexto era lenta no início, com apenas 3% dos aparelhos domésticos tendo acesso até dezembro de 1981. O crescimento tornou-se mais acentuado nos anos 80, com um salto para 17% em 1987.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, o Knight-Ridder estava experimentando outro sistema eletrônico de notícias, o "Viewtron", testado em Miami em 1981. Esta iniciativa, assim como o Prestel, foi igualmente mal-sucedida. Canais de TV a cabo baratos, que se tornaram de comum acesso naquela época, inibiram as vendas dos terminais Viewtron, e, embora a empresa tenha persistido por alguns anos, o sistema foi definitivamente abandonado em 1986.
Os franceses, contudo, foram mais bem-sucedidos com seu sistema de notícias eletrônico Minitel e seu sistema de diretório telefônico que começaram a operar em 1981. Milhões de pessoas espalhadas pelo país assinaram o serviço. É interessante notar que a Minitel, provavelmente, ofereceu o primeiro exemplo de impresso (hardcopy), tirado de seu formato eletrônico, quando o Libération usou as mídias para publicar os resultados dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, bem antes da primeira edição do jornal aparecer nas ruas.
Alguns momentos históricos, porém, foram importantes e são reconhecidos como marcos no surgimento do conteúdo digital na Web ou em outras mídias: o CD-ROM, por exemplo.
É o caso do pioneiro San Jose Mercury News (EUA), que é considerado o primeiro serviço de informação jornalística na Web.
Um dos passos mais significativos no desenvolvimento dos jornais online vieram do Mercury Center. O jornal local, The San Jose Mercury News, surgiu online em 1993 e continua na posição de linha de frente no editorial de jornalismo eletrônico. O jornal foi pioneiro nos serviços adicionais, tais como arquivo de informações jornalísticas desde 1985, expandiu as notícias locais e mural eletrônico para que leitores se comunicassem entre si e com a equipe. De caráter inovador, o jornal também incorporou um serviço personalizado de notícias, no qual os leitores escolhiam palavras chaves, graduadas pelos leitores em termos de nível de relevância, recebendo então os artigos enviados por e-mail.
Mesmo não tendo a pujança econômica de alguns países da América do Norte ou Europa, o Brasil foi experimentando aos poucos as potencialidades de produção e disseminação da informação via redes telemáticas.
A mais audaciosa, o Videotexto, baseada na experiência francesa do Minitel, foi implantada no Estado de São Paulo, pela então estatal de telecomunicações, a Telesp.
O videotexto foi introduzido primeiramente no Brasil pela Telesp, empresa operadora de telecomunicações que começou a atuar no estado de São Paulo em fins de 1982. O sistema teve altos e baixos, chegando a alcançar mais de 20 mil usuários, predominantemente residenciais.
O videotexto, porém, não foi o início da internet no Brasil, pois tecnologicamente funcionava de modo diferente: era uma rede proprietária. Não há muitos registros da chegada da internet acadêmica no Brasil. Um dos pioneiros da Web no país, o jornalista Sérgio Charlab, que também participou do início da implantação da rede no Rio de Janeiro, relata:
"Trabalhei durante dois anos (1987 a 1989) na Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro com o brilhante José Pelúcio Ferreira. Ali criei o Dazibao, um jornal mural que me fazia acompanhar com interesse um dos projetos financiados pela então renovadora Fundação de Amparo à Pesquisa: a Rede Rio de Computadores. Mal sabia eu como estava perto do embrião da Internet brasileira”.
Foi ali, naquelas conversas de 1988, que a Internet começou a chegar ao Brasil, com ligação estabelecida pela Embratel no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). Paralelamente, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) também ganhava sua conexão.
Entretanto, além das iniciativas estatais de interligação do Brasil com a internet, a tecnologia dos BBS’s foi sendo difundida no País. Pequenos serviços de conexão via linha telefônica foram se expandindo. Há também poucos relatos sobre essas importantes experiências. Uma das mais importantes, encabeçadas pelo jornalista Milton Pelegrini, foi na cidade de Santos.
A primeira inserção de um jornal brasileiro de grande porte que utilizou uma rede de computadores se deu em junho de 1994, no período da Copa do Mundo de Futebol, realizada nos EUA, quando O Estado de S. Paulo colocou à disposição, via BBS, o material produzido pelos seus repórteres enviados aos EUA.
No carnaval de 1995, o Estadão comprou o domínio americano www.agestado.com, ampliando seu leque de informação com serviços em língua estrangeira para investidores do mercado financeiro.
Tal medida, de se adquirir um domínio nos EUA, se deu pela indefinição da Embratel, responsável na época pela implantação da política de internet no Brasil, ou seja, de como seria o acesso e exploração do serviço.
Porém, utilizando um dos serviços da internet, o Gopher, o Jornal do Comércio de Recife foi o primeiro entre os jornais brasileiros consolidados a ter material continuamente distribuído por algum dispositivo na Internet.
Em dezembro de 1994, através do Gopher da Emprel (Empresa Municipal de Processamento Eletrônico), o referido jornal passa a possibilitar a primeira página da versão impressa, e semanalmente atualiza cadernos de informática e meio ambiente.
Gopher é um servidor de informação que pode divulgar texto, gráfico, áudio e multimídia para os usuários, ficando totalmente funcional a partir de 1992. Porém, com o surgimento do www na internet e ela se tornando comercial, o Gopher foi paulatinamente esquecido.
A experiência pioneira de se colocar um conteúdo na rede foi relatada por Luiz Octavio Lima a Max Alberto Gonzáles, como descrito em seu Trabalho de Conclusão de Curso, na ECA/USP.
Luiz Octavio afirma que era oriundo da editoria de política do jornal impresso, quando recebeu o convite para trabalhar com conteúdo digital, em 1994, ainda na fase do BBS. Sem conhecimentos específicos de informática, teve que aprender HTML e também foi em missão aos EUA para aprender o que pudesse sobre a nova mídia
Na época do BBS de O Estado, apenas seis ou sete notícias da redação eram colocadas à disposição dos internautas, além dos textos de suplementos como o Agrícola e Informática, com a tela preta da interface. "Era muito difícil editar. Contratamos uma equipe e todos trabalhavam nisso", lembra Lima.
"A forma de editar matéria também mudou muito, o que acontece inclusive na Internet. No início usávamos material com links, interrompendo o texto inteiro. A gente não podia usar muitas imagens. Com o tempo, a gente percebeu que o usuário estava se sentindo desconfortável com muitos links no texto, e só colocamos quando é muito necessário. A forma de fazer matéria é bem diferente da do jornal"

Já o primeiro jornal brasileiro a lançar uma edição jornalística completa na Internet foi o Jornal do Brasil, que entrou na rede em 28 de maio de 1995. Segundo o atual editor-chefe do JB On-line, Roberto Ferreira, a idéia de produzir um jornal digital surgiu a partir do momento em que a internet, como nova mídia, foi se popularizando entre os brasileiros. Os internautas queriam explorar cada vez mais a rede na procura de novos serviços. 'Os jornais sentiram que não poderiam ficar de fora da tecnologia, para não correrem o risco de serem atropelados', explicou Roberto.
Com o início em 9 de julho de 1995, outro forte grupo de conteúdo noticioso a acreditar na nova mídia foi o conglomerado Folha. Quando uma equipe de profissionais da Agência Folha em colaboração com a redação do jornal Folha de S. Paulo começou a colocar no ar notícias da edição impressa denominada de Folha Web, esta foi a primeira tentativa do grupo de tentar compreender a dinâmica da rede e estava, de certa forma, seguindo a tendência das publicações da época.
Entretanto, o grupo Folha queria mais. Em 28 de abril de 1996 é lançado, em fase experimental, o Universo Online. O serviço tinha como espelho experiências bem-sucedidas nos EUA, como a Compuserve e a American Online.
Desde o início ficou claro que não se tratava apenas de um site de uma empresa de comunicação. O Grupo Folha almejava com o Universo Online explorar o mercado de serviços online do País, o qual ele mesmo criara, juntamente com o seu concorrente, Brasil Online, do Grupo Abril. Este, aliás, do ponto de vista cronológico, foi o primeiro serviço online introduzido no País. O Brasil Online foi criado no dia 25 de abril, três dias antes do Universo Online. A grande contribuição dessa nova empreitada, chamada UOL, além de agregar sob um mesmo guarda-chuva conteúdos de dois gigantes da comunicação analógica, foi ser responsável pelos primeiros experimentos com vídeos na Internet brasileira. É importante ressaltar que não havia tecnologias consolidadas para produção e transmissão de vídeo.
O ineditismo tem continuidade com o lançamento da TV UOL, no dia 4 de junho de 1997. A TV UOL foi a primeira experiência brasileira de um canal de vídeo interativo na Web, denominada pela empresa de 'emissora de TV'. O objetivo era fazer uma programação com conteúdo do Universo Online, videoclips e trailers. As primeiras exibições contavam com a participação de editores e colunistas da Folha de S. Paulo e de estações do site, de profissionais de revistas do Grupo Abril e de outros parceiros convidados. Em alguns casos, a TV UOL fez transmissões ao vivo como no dia 14 de dezembro de 1997 com o programa "Domingo Legal', do apresentador Augusto Liberato, do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT).
O grupo Estado também deu outra contribuição importante para a implantação de uma cultura de produção e distribuição de informações jornalísticas via online. A primeira experiência de edição a distância aconteceu em junho de 1998, na Copa do Mundo da França, quando o Estado enviou uma equipe exclusiva para produzir as páginas da competição. Os jornalistas produziam a matéria em seus computadores móveis e enviavam diretamente à redação em São Paulo.
Experiência regional.Contrapondo-se à lógica do que aconteceu na introdução dos ditos veículos convencionais, o conteúdo jornalístico on-line surgiu, no Brasil, até com mais vigor em cidades que não faziam parte do eixo Rio – São Paulo (cidades) ou capitais.
Esse fato se deu, primeiramente, pelo pioneirismo de alguns veículos de comunicação de menor porte que queriam experimentar novas possibilidades e pelo baixo custo de implantação da novidade tecnológica. Ao contrário de grandes grupos, que para tomar essa decisão demoraram mais tempo. O portal globo.com surgiu quatro anos depois do surgimento da Internet (web) no Brasil.
Entre os pioneiros estão o Diário Online, pertecente ao jornal Diário do Grande ABC, e a A Tribuna Digital, veículo do Sistema A Tribuna de Comunicação, da cidade de Santos. Esse dois websites foram importantes para consolidar uma linha editorial voltada para valorização de conteúdos regionais, disseminação de informações das suas regiões para toda parte do mundo, formação de comunidade, introdução dos conceitos de interatividade e, principalmente, por tentar inovações no fazer jornalístico.
Antônio Prada, hoje diretor de conteúdo da Terra Networks, foi um dos responsáveis pela implantação do endereço www.dgabc.com.br. “O projeto começou a ser desenhado no inácio de 1995 e lançado em 1996. Foi um dos primeiros jornais a ter a sua versão online. E foi um dos primeiros também a não ter somente o conteúdo noticioso do impresso. Toda a
arquitetura do site foi montada para fornecer notícias em tempo real. Desde o início já tínhamos uma redação própria que funcionava das 7 às 1h30”, descreve.
O objetivo inicial estava focaco em criar uma unidade de negócios mídias. Segundo Prada, a empresa sempre entendeu que a internet como uma nova plataforma de distribuição de conteúdo e “o desafio era criar um produto que estivesse ancorado na tradição do impresso, mas que possuisse autonomia editorial e de negócios buscando maximizar as características da Internet e as potencialidades do, então, novo veículo”.
Para implementar o projeto, Prada esteve nos EUA visitando as principais empresas de comunicação de lá que já tinham operações com a internet (CNN, San Francisco Examiner,
Miami Herald, New York Times, Revista Wired etc).
Essa pesquisa, segundo Prada, encurtou caminhos e possibilitou que o projeto incorporasse, por exemplo, a melhor tecnologia de publicação de notícias disponível no momento, sendo pioneiros na utilização no Brasil do Front Page, da Microsoft.
Para formar a equipe, a solução foi caseira. “Procuramos criar uma equipe com profissionais do
jornal que já utilizavam de Internet e tinham conhecimentos de informática. Mas eram poucos. Então, buscamos formar a equipe com pessoas jovens, apostando no treinamento para adequação ao novo veículo”, afirmou Prada
Mas não era a só difícil obter mão-de-obra qualificada, pois como tudo era muito novo, os recursos técnicos também eram limitados, mas a empresa atendeu a demanda e proporcionou o crescimento do website.
Porém, o pioneirismo também tem seus percausos. A resistência ao trabalho enfrentada pela equipe de Prada . A redação do jornal impresso não via com bons olhos aquele novo núcleo. “Eles viam a nova redação como concorrente. Inclusive achavam que a Internet era um veículo menor. Não raro, caçoavam do departamento, como se fosse algo de segunda. Sem credibilidade”, revela. Em função disso, o material do jornal impresso somente entrava na internet quando era totalmente fechado. Não havia sinergia durante a apuração dos fatos entre as equipes do impresso e do online”, descreve Prada
Como resultado, o DgOnline teve que criar uma estrutura paralela, baseada no monitoramento de sites, TVs e Rádios e na ronda forçada pelas editorias do impresso para tirar a forceps as informações. Prada diz que eles criaram um canal exclusivo com a fotografia, que passou a enviar as imagens assim que reveladas. Aos poucos, o bloqueio foi sendo furado. Mas
até o jornalista sair da empresa, em 1998, estava longe do ideal.
Porém, apesar de todas as dificuldades impostas pela introdução da novidade tecnológica e desconfiança de alguns colegas de profissão, o resultado do DGonline foi significativo na criação de uma cultura de jornalismo online, atualizado a todo momento, buscando entender
as características do meio e a necessidade do usuário quando está na frente do computador. “Nossa primeira grande experiência nesse sentido foi a cobertura da morte de Lady Di. Ali, começamos a entender qual era a potencialidade do novo meio como ferramenta de comunicação. Fizemos ainda a primeira cobertura online de uma Copa do Mundo, a da França, em 98. Aquele evento, a Internet começou a mudar o jornalismo. Depois vieram as
eleições, as transmissões em audio e vídeo. E o jornalismo nunca mais foi o mesmo”, finaliza Antonio Prada.
A Tribuna Digital na vanguarda
“Entre para a Aldeia Global. Faça parte da Internet”. O anúncio, colocado no centenário jornal A Tribuna em março de 1996 e que anunciava o lançamento de um provedor de acesso para a região, despertou a curiosidade dos assinantes da Baixada Santista. Naquele tempo, a rede mundial de computadores era considerada coisa do outro mundo e as pessoas não sabiam muito bem como lidar com a novidade.
Associado a Nutec Net (empresa especializada em tecnologia que depois viraria ZAZ e vendida posteriormente a Terra Networks), igualmente ao DGOnline, o grupo A Tribuna apostava no negócio do provimento de acesso, mas precisava ter pelo menos um site para divulgar online os seus serviços.
O então provedor de A Tribuna Internet também acompanhou as mudanças na medida do surgimento das novas tecnologias. De um provedor, um dos pioneiros, passou a ser também um portal de conteúdo regionalizado e referência no País.
A página (www.atribuna.com.br) que, no início, trazia somente as principais matérias do jornal A Tribuna.
O web site foi denominado de A Tribuna Digital e com o passar dos anos foi agregando outros serviços para os usuários. Hoje, quem acessar o site tem à disposição imagens em tempo real da praia de Santos, Classificados on-line, Empregos, Arquivo (consulta de notíciais anteriores) e o Tricompras (onde os internautas podem fazer suas compras a qualquer hora). Outro destaque foi a parte interativa, com Chats, Fóruns por cidade, Tribuna do Leitor e Pergunta do Dia.
A então editora do jornal, Miriam Guedes, em entrevista ao jornal quando A Tribuna Digital, comentou que o “grupo sempre esteve à frente de todas as formas de comunicação”. Para ela, a rede propiciou uma dimensão maior do trabalho do jornal.
Durante os anos iniciais do portal, o dinamismo foi uma marca constante, decorrente das descobertas de soluções técnicas. Por exemplo, em menos de um ano e meio foram feitas três reformulações no website, inclusive com colaboração dos usuários.
Para o então encarregado técnico da Internet (provedor A Tribuna), Marcello Martin Vicente Júnior, destaca um momento importante do portal : “A cobertura on-line do desfile das escolas de samba de Santos, em março de 2000, foi um desafio. Tivemos dez dias para montar a estrutura na passarela (comprar os equipamentos, contratar o link e configurar tudo). Mas o resultado foi bom e a página chegou a ficar congestionada, porque teve sobrecarga de acessos”.
Retrospectiva 26 de março de 96 - Comemorando 102 anos como jornal impresso, A Tribuna entra na era da interatividade e inicia oficialmente suas atividades como provedora de acesso à rede mundial de computadores (www.atribuna.com.br). Dezembro de 96 - O provedor A Tribuna passa a ser parceiro da NutecNet (nome alterado para Zaz e, por fim, Terra). Fevereiro de 97- Além de ser uma provedora de Internet, A Tribuna se firmava como um portal de conteúdo regional. Nessa época, o site fez sua primeira cobertura do Carnaval da Baixada Santista, quando os foliões puderam acompanhar o samba-enredo das escolas e informações gerais dos desfiles. Novembro de 97 - Mais uma cobertura, só que desta vez on-line. O Festival de Música da Tribu, que revelou novas bandas na região, foi transmitido em todas as etapas para os internautas (www.atribuna.com.br/somdatribu). Agosto de 98 - O site de A Tribuna Digital foi todo reformulado, trazendo mais serviços aos usuários, como a inclusão da página do Santos FC, chat com convidados, colunas e fórum. Julho a outubro de 98 - Primeiro projeto especial do portal. Em conjunto com o TRE, que disponibilizou a apuração dos votos em tempo real, A Tribuna Digital fez a cobertura das eleições para Governador, Deputado, Senador e Presidente da República, com informações e fóruns de debates. Junho a julho/98 - Cobertura regionalizada da Copa do Mundo na França (quando o Brasil deixou escapar o pentacampeonato). Os torcedores e jornalistas que estavam em Paris acessavam diariamente o site para saber da repercussão no Brasil.
Janeiro e fevereiro de 99 - Tinha início o primeiro Verão Digital. Reportagens, previsão do tempo e dicas de passeio na Baixada Santista e Litoral foram algumas das atrações.
Fevereiro a junho de 99 - O site adere à Campanha Violência Não, do Sistema A Tribuna de Comunicação. Na ocasião, a mãe de um dos garotos assassinados em Praia Grande, no Caso da Cavalaria, enviou a denúncia por e-mail. A reportagem do jornal checou a informação e publicou matéria exclusiva sobre o assunto. Julho de 99 - Cobertura exclusiva da maior feira de informática do Brasil, a Fenasoft, com matérias, fotos e notas sobre os acontecimentos do evento. Dezembro de 99 - O portal dá um salto de qualidade com a implantação de um banco de dados e gerenciamento, que resultou na profissionalização do conteúdo e inclusão de últimas notícias, fóruns por cidade, áudio, vídeo, classificados, empresas e banco de empregos. Janeiro de 2000 - Em parceria com o Terra, entra na rede o site especial VerãoSP. Durante três meses, os internautas tiveram acesso à agenda de espetáculos teatrais, informações sobre estradas e balsas, últimas notícias, shows, reportagens especiais sobre turismo e saúde, flashes, dicas dos melhores points e promoções. Janeiro de 2000 - A Tribuna Digital passa a ser o maior portal de conteúdo e serviços de todo o Litoral Paulista. Com uma nova página e um design mais leve, o site agregou, além das matérias do jornal, os noticiários de todos os veículos pertencentes ao Sistema A Tribuna de Comunicação. Uma equipe de jornalistas passou a desenvolver notícias on-line e reportagens. Nos serviços, houve a inclusão do arquivo para pesquisa de notícias anteriores, aumento do conteúdo do Santos FC e a seção Multimídia (com matérias da TV Tribuna e áudios da rádio CBN-Santos). Março de 2000 - Criação de um site especial e transmissão on-line do desfile das escolas de samba de Santos, pioneira no Litoral de São Paulo. Além da transmissão, os usuários tiveram acesso a fotos exclusivas, entrevistas e diversos tipos de informações, obtidas pela equipe de repórteres e profissionais de A Tribuna Digital. Julho de 2000 - Nova reformulação do portal trouxe novidades na área de conteúdo e serviços, como a seção Kids (noticiário do suplemento A Tribuninha), Classificados via Internet, melhora na qualidade de som do vídeo e áudio da seção Multimídia , inclusão do Divirta-se (com os principais eventos da região), Tribuna do Leitor Interativa, imagens on-line da praia de Santos e indicadores econômicos. Agosto de 2000 - Lançamento do Tricompras - Shopping Virtual da Baixada Santista (em www.tricompras.com.br). Mais do que sistema que permite adquirir bens e serviços via Web, o Shopping mostrou ser uma real oportunidade para que os comerciantes da Baixada Santista entrassem na nova economia. Outubro de 2000 - Cobertura das eleições para as prefeituras em 27 cidades do Litoral Paulista. Quando esteve no ar, a página especial bateu o recorde de audiência com 22 mil páginas vistas. Além de notícias, forneceu apuração oficial do TRE-SP e transmissão da CBN-Santos, via Internet, por 15 horas.
4 dezembro de 2000 - Chat com mais interatividade. Com novo layout, a sala passou a oferecer o sistema de áudio e vídeo em todos os bate-papos e pesquisas interativas, onde o visitante responde a uma enquete relacionada ao assunto discutido e indica os próximos convidados.

Dezembro de 2000 - A Tribuna Digital faz parceria com a Telesp Celular para entrar no Wap (tecnologia que permite acessar a Internet pelo celular e aparelhos sem fio). No endereço www.atribuna.com.br/waplitoral, os usuários do sistema podem conferir as principais notícias da região, eventos e serviços, como condições de estradas e balsas.

Março de 2001- O portal fez a cobertura em tempo real do funeral do governador Mário Covas, enfocando o evento regionalmente, com notícias e depoimento de políticos e pessoas comuns. Foi o primeiro portal brasileiro a colocar fotos exclusivas e detalhadas do acontecimento na Web.

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