| Webmídia:
capítulo paulista da história emergente
Prof.Dr.
Walter Teixeira Lima Junior
UniFiam/Faam – São Paulo
Paper
apresentado Ciclo de divulgação científica promovido
pelo Instituto Histórico e Geográfico
de São Paulo, dia 31 de maio de 2004
A
invenção da internet realmente acontece em 1969, nos Estados
Unidos, interligava originalmente laboratórios de pesquisa e
se chamava ARPANET (ARPA: Advanced Research Projects Agency). Esse fato
histórico mudou o mundo no âmbito das comunicações,
mas a rede, como foi concebida, era instrumento para ser manipulado
por experts, ou seja, só os cientistas detinham o conhecimento
de como utilizá-la.
A troca de informações não acontecia num ambiente,
que se denomina atualmente como user-friendly, ou seja, graficamente
amigável. A tela preta do computador e a inserção
de linhas de comandos complicados faziam parte do dia-a-dia de quem
se comunicava pela rede de computadores.
A internet realmente passou a ser utilizada por um número maior
de pessoas, saindo gradativamente do mundo ‘escuro’, só dominado
por acadêmicos, para se tornar uma poderosa ferramenta em outras
atividades humanas, como na comunicação social, quando
o inglês Tim Berners-Lee inventa o World Wide Web (WWW).
Foi justamente essa nova forma de acesso à Internet que revolucionou
e está transformando o modo de se produzir e distribuir informação.
A história do acesso a fontes de informação (notícias
eletrônicas) localizadas numa rede começa há mais
de 30 anos, portanto, antes do surgimento da Web. A primeira experiência
que se tem notícia foi realizada em 1971, na Europa, quando o
Correio Central Britânico iniciou operações no que
veio depois a se tornar o serviço Prestel.
Lançado em 1979 oferecia boletins de notícias, serviços
de home banking, reserva de vôos e outras informações
através de monitores especiais do tipo TV. Contudo, pelos altos
custos e vários outros fatores, o projeto foi abandonado em 1993.
As páginas teste foram operadas em 1973 e transmissões
iniciaram-se em caráter experimental, antes do lançamento
em 1976. A versão ITV do teletexto foi desenvolvida, pela Oracle,
com fabricantes de televisores sendo consultados a cada passo. A força
para transmitir notícias ao vivo no formato de teletexto foi
realizada durante estes testes.
A adoção de serviço de teletexto era lenta no início,
com apenas 3% dos aparelhos domésticos tendo acesso até
dezembro de 1981. O crescimento tornou-se mais acentuado nos anos 80,
com um salto para 17% em 1987.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, o Knight-Ridder estava experimentando
outro sistema eletrônico de notícias, o "Viewtron",
testado em Miami em 1981. Esta iniciativa, assim como o Prestel, foi
igualmente mal-sucedida. Canais de TV a cabo baratos, que se tornaram
de comum acesso naquela época, inibiram as vendas dos terminais
Viewtron, e, embora a empresa tenha persistido por alguns anos, o sistema
foi definitivamente abandonado em 1986.
Os franceses, contudo, foram mais bem-sucedidos com seu sistema de notícias
eletrônico Minitel e seu sistema de diretório telefônico
que começaram a operar em 1981. Milhões de pessoas espalhadas
pelo país assinaram o serviço. É interessante notar
que a Minitel, provavelmente, ofereceu o primeiro exemplo de impresso
(hardcopy), tirado de seu formato eletrônico, quando o Libération
usou as mídias para publicar os resultados dos Jogos Olímpicos
de Los Angeles, bem antes da primeira edição do jornal
aparecer nas ruas.
Alguns momentos históricos, porém, foram importantes e
são reconhecidos como marcos no surgimento do conteúdo
digital na Web ou em outras mídias: o CD-ROM, por exemplo.
É o caso do pioneiro San Jose Mercury News (EUA), que é
considerado o primeiro serviço de informação jornalística
na Web.
Um dos passos mais significativos no desenvolvimento dos jornais online
vieram do Mercury Center. O jornal local, The San Jose Mercury News,
surgiu online em 1993 e continua na posição de linha de
frente no editorial de jornalismo eletrônico. O jornal foi pioneiro
nos serviços adicionais, tais como arquivo de informações
jornalísticas desde 1985, expandiu as notícias locais
e mural eletrônico para que leitores se comunicassem entre si
e com a equipe. De caráter inovador, o jornal também incorporou
um serviço personalizado de notícias, no qual os leitores
escolhiam palavras chaves, graduadas pelos leitores em termos de nível
de relevância, recebendo então os artigos enviados por
e-mail.Mesmo
não tendo a pujança econômica de alguns países
da América do Norte ou Europa, o Brasil foi experimentando aos
poucos as potencialidades de produção e disseminação
da informação via redes telemáticas.
A mais audaciosa, o Videotexto, baseada na experiência francesa
do Minitel, foi implantada no Estado de São Paulo, pela então
estatal de telecomunicações, a Telesp.
O videotexto foi introduzido primeiramente no Brasil pela Telesp, empresa
operadora de telecomunicações que começou a atuar
no estado de São Paulo em fins de 1982. O sistema teve altos
e baixos, chegando a alcançar mais de 20 mil usuários,
predominantemente residenciais.
O videotexto, porém, não foi o início da internet
no Brasil, pois tecnologicamente funcionava de modo diferente: era uma
rede proprietária. Não há muitos registros da chegada
da internet acadêmica no Brasil. Um dos pioneiros da Web no país,
o jornalista Sérgio Charlab, que também participou do
início da implantação da rede no Rio de Janeiro,
relata:
"Trabalhei durante dois anos (1987 a 1989) na Secretaria de Ciência
e Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro com o brilhante José
Pelúcio Ferreira. Ali criei o Dazibao, um jornal mural que me
fazia acompanhar com interesse um dos projetos financiados pela então
renovadora Fundação de Amparo à Pesquisa: a Rede
Rio de Computadores. Mal sabia eu como estava perto do embrião
da Internet brasileira”.
Foi ali, naquelas conversas de 1988, que a Internet começou a
chegar ao Brasil, com ligação estabelecida pela Embratel
no Laboratório Nacional de Computação Científica
(LNCC). Paralelamente, a Fundação de Amparo à Pesquisa
do Estado de São Paulo (Fapesp) também ganhava sua conexão.
Entretanto, além das iniciativas estatais de interligação
do Brasil com a internet, a tecnologia dos BBS’s foi sendo difundida
no País. Pequenos serviços de conexão via linha
telefônica foram se expandindo. Há também poucos
relatos sobre essas importantes experiências. Uma das mais importantes,
encabeçadas pelo jornalista Milton Pelegrini, foi na cidade de
Santos.
A primeira inserção de um jornal brasileiro de grande
porte que utilizou uma rede de computadores se deu em junho de 1994,
no período da Copa do Mundo de Futebol, realizada nos EUA, quando
O Estado de S. Paulo colocou à disposição, via
BBS, o material produzido pelos seus repórteres enviados aos
EUA.
No carnaval de 1995, o Estadão comprou o domínio americano
www.agestado.com, ampliando seu leque de informação com
serviços em língua estrangeira para investidores do mercado
financeiro.
Tal medida, de se adquirir um domínio nos EUA, se deu pela indefinição
da Embratel, responsável na época pela implantação
da política de internet no Brasil, ou seja, de como seria o acesso
e exploração do serviço.
Porém, utilizando um dos serviços da internet, o Gopher,
o Jornal do Comércio de Recife foi o primeiro entre os jornais
brasileiros consolidados a ter material continuamente distribuído
por algum dispositivo na Internet.
Em dezembro de 1994, através do Gopher da Emprel (Empresa Municipal
de Processamento Eletrônico), o referido jornal passa a possibilitar
a primeira página da versão impressa, e semanalmente atualiza
cadernos de informática e meio ambiente.
Gopher é um servidor de informação que pode divulgar
texto, gráfico, áudio e multimídia para os usuários,
ficando totalmente funcional a partir de 1992. Porém, com o surgimento
do www na internet e ela se tornando comercial, o Gopher foi paulatinamente
esquecido.
A experiência pioneira de se colocar um conteúdo na rede
foi relatada por Luiz Octavio Lima a Max Alberto Gonzáles, como
descrito em seu Trabalho de Conclusão de Curso, na ECA/USP.
Luiz Octavio afirma que era oriundo da editoria de política do
jornal impresso, quando recebeu o convite para trabalhar com conteúdo
digital, em 1994, ainda na fase do BBS. Sem conhecimentos específicos
de informática, teve que aprender HTML e também foi em
missão aos EUA para aprender o que pudesse sobre a nova mídia
Na época do BBS de O Estado, apenas seis ou sete notícias
da redação eram colocadas à disposição
dos internautas, além dos textos de suplementos como o Agrícola
e Informática, com a tela preta da interface. "Era muito
difícil editar. Contratamos uma equipe e todos trabalhavam nisso",
lembra Lima.
"A forma de editar matéria também mudou muito, o
que acontece inclusive na Internet. No início usávamos
material com links, interrompendo o texto inteiro. A gente não
podia usar muitas imagens. Com o tempo, a gente percebeu que o usuário
estava se sentindo desconfortável com muitos links no texto,
e só colocamos quando é muito necessário. A forma
de fazer matéria é bem diferente da do jornal"
Já o primeiro jornal brasileiro a lançar uma edição
jornalística completa na Internet foi o Jornal do Brasil, que
entrou na rede em 28 de maio de 1995. Segundo o atual editor-chefe do
JB On-line, Roberto Ferreira, a idéia de produzir um jornal digital
surgiu a partir do momento em que a internet, como nova mídia,
foi se popularizando entre os brasileiros. Os internautas queriam explorar
cada vez mais a rede na procura de novos serviços. 'Os jornais
sentiram que não poderiam ficar de fora da tecnologia, para não
correrem o risco de serem atropelados', explicou Roberto.
Com o início em 9 de julho de 1995, outro forte grupo de conteúdo
noticioso a acreditar na nova mídia foi o conglomerado Folha.
Quando uma equipe de profissionais da Agência Folha em colaboração
com a redação do jornal Folha de S. Paulo começou
a colocar no ar notícias da edição impressa denominada
de Folha Web, esta foi a primeira tentativa do grupo de tentar compreender
a dinâmica da rede e estava, de certa forma, seguindo a tendência
das publicações da época.
Entretanto, o grupo Folha queria mais. Em 28 de abril de 1996 é
lançado, em fase experimental, o Universo Online. O serviço
tinha como espelho experiências bem-sucedidas nos EUA, como a
Compuserve e a American Online.
Desde o início ficou claro que não se tratava apenas de
um site de uma empresa de comunicação. O Grupo Folha almejava
com o Universo Online explorar o mercado de serviços online do
País, o qual ele mesmo criara, juntamente com o seu concorrente,
Brasil Online, do Grupo Abril. Este, aliás, do ponto de vista
cronológico, foi o primeiro serviço online introduzido
no País. O Brasil Online foi criado no dia 25 de abril, três
dias antes do Universo Online. A grande contribuição dessa
nova empreitada, chamada UOL, além de agregar sob um mesmo guarda-chuva
conteúdos de dois gigantes da comunicação analógica,
foi ser responsável pelos primeiros experimentos com vídeos
na Internet brasileira. É importante ressaltar que não
havia tecnologias consolidadas para produção e transmissão
de vídeo.
O ineditismo tem continuidade com o lançamento da TV UOL, no
dia 4 de junho de 1997. A TV UOL foi a primeira experiência brasileira
de um canal de vídeo interativo na Web, denominada pela empresa
de 'emissora de TV'. O objetivo era fazer uma programação
com conteúdo do Universo Online, videoclips e trailers. As primeiras
exibições contavam com a participação de
editores e colunistas da Folha de S. Paulo e de estações
do site, de profissionais de revistas do Grupo Abril e de outros parceiros
convidados. Em alguns casos, a TV UOL fez transmissões ao vivo
como no dia 14 de dezembro de 1997 com o programa "Domingo Legal',
do apresentador Augusto Liberato, do Sistema Brasileiro de Televisão
(SBT).
O grupo Estado também deu outra contribuição importante
para a implantação de uma cultura de produção
e distribuição de informações jornalísticas
via online. A primeira experiência de edição a distância
aconteceu em junho de 1998, na Copa do Mundo da França, quando
o Estado enviou uma equipe exclusiva para produzir as páginas
da competição. Os jornalistas produziam a matéria
em seus computadores móveis e enviavam diretamente à redação
em São Paulo.Experiência
regional.Contrapondo-se
à lógica do que aconteceu na introdução
dos ditos veículos convencionais, o conteúdo jornalístico
on-line surgiu, no Brasil, até com mais vigor em cidades que
não faziam parte do eixo Rio – São Paulo (cidades) ou
capitais.
Esse fato se deu, primeiramente, pelo pioneirismo de alguns veículos
de comunicação de menor porte que queriam experimentar
novas possibilidades e pelo baixo custo de implantação
da novidade tecnológica. Ao contrário de grandes grupos,
que para tomar essa decisão demoraram mais tempo. O portal globo.com
surgiu quatro anos depois do surgimento da Internet (web) no Brasil.
Entre os pioneiros estão o Diário Online, pertecente ao
jornal Diário do Grande ABC, e a A Tribuna Digital, veículo
do Sistema A Tribuna de Comunicação, da cidade de Santos.
Esse dois websites foram importantes para consolidar uma linha editorial
voltada para valorização de conteúdos regionais,
disseminação de informações das suas regiões
para toda parte do mundo, formação de comunidade, introdução
dos conceitos de interatividade e, principalmente, por tentar inovações
no fazer jornalístico.
Antônio Prada, hoje diretor de conteúdo da Terra Networks,
foi um dos responsáveis pela implantação do endereço
www.dgabc.com.br. “O projeto começou a ser desenhado no inácio
de 1995 e lançado em 1996. Foi um dos primeiros jornais a ter
a sua versão online. E foi um dos primeiros também a não
ter somente o conteúdo noticioso do impresso. Toda a
arquitetura do site foi montada para fornecer notícias em tempo
real. Desde o início já tínhamos uma redação
própria que funcionava das 7 às 1h30”, descreve.
O objetivo inicial estava focaco em criar uma unidade de negócios
mídias. Segundo Prada, a empresa sempre entendeu que a internet
como uma nova plataforma de distribuição de conteúdo
e “o desafio era criar um produto que estivesse ancorado na tradição
do impresso, mas que possuisse autonomia editorial e de negócios
buscando maximizar as características da Internet e as potencialidades
do, então, novo veículo”.
Para implementar o projeto, Prada esteve nos EUA visitando as principais
empresas de comunicação de lá que já tinham
operações com a internet (CNN, San Francisco Examiner,
Miami Herald, New York Times, Revista Wired etc).
Essa pesquisa, segundo Prada, encurtou caminhos e possibilitou que o
projeto incorporasse, por exemplo, a melhor tecnologia de publicação
de notícias disponível no momento, sendo pioneiros na
utilização no Brasil do Front Page, da Microsoft.
Para formar a equipe, a solução foi caseira. “Procuramos
criar uma equipe com profissionais do
jornal que já utilizavam de Internet e tinham conhecimentos de
informática. Mas eram poucos. Então, buscamos formar a
equipe com pessoas jovens, apostando no treinamento para adequação
ao novo veículo”, afirmou Prada
Mas não era a só difícil obter mão-de-obra
qualificada, pois como tudo era muito novo, os recursos técnicos
também eram limitados, mas a empresa atendeu a demanda e proporcionou
o crescimento do website.
Porém, o pioneirismo também tem seus percausos. A resistência
ao trabalho enfrentada pela equipe de Prada . A redação
do jornal impresso não via com bons olhos aquele novo núcleo.
“Eles viam a nova redação como concorrente. Inclusive
achavam que a Internet era um veículo menor. Não raro,
caçoavam do departamento, como se fosse algo de segunda. Sem
credibilidade”, revela. Em função disso, o material do
jornal impresso somente entrava na internet quando era totalmente fechado.
Não havia sinergia durante a apuração dos fatos
entre as equipes do impresso e do online”, descreve Prada
Como resultado, o DgOnline teve que criar uma estrutura paralela, baseada
no monitoramento de sites, TVs e Rádios e na ronda forçada
pelas editorias do impresso para tirar a forceps as informações.
Prada diz que eles criaram um canal exclusivo com a fotografia, que
passou a enviar as imagens assim que reveladas. Aos poucos, o bloqueio
foi sendo furado. Mas
até o jornalista sair da empresa, em 1998, estava longe do ideal.
Porém, apesar de todas as dificuldades impostas pela introdução
da novidade tecnológica e desconfiança de alguns colegas
de profissão, o resultado do DGonline foi significativo na criação
de uma cultura de jornalismo online, atualizado a todo momento, buscando
entender
as características do meio e a necessidade do usuário
quando está na frente do computador. “Nossa primeira grande experiência
nesse sentido foi a cobertura da morte de Lady Di. Ali, começamos
a entender qual era a potencialidade do novo meio como ferramenta de
comunicação. Fizemos ainda a primeira cobertura online
de uma Copa do Mundo, a da França, em 98. Aquele evento, a Internet
começou a mudar o jornalismo. Depois vieram as
eleições, as transmissões em audio e vídeo.
E o jornalismo nunca mais foi o mesmo”, finaliza Antonio Prada. A
Tribuna Digital na vanguarda
“Entre para a Aldeia Global. Faça parte da Internet”. O anúncio,
colocado no centenário jornal A Tribuna em março de 1996
e que anunciava o lançamento de um provedor de acesso para a
região, despertou a curiosidade dos assinantes da Baixada Santista.
Naquele tempo, a rede mundial de computadores era considerada coisa
do outro mundo e as pessoas não sabiam muito bem como lidar com
a novidade.
Associado a Nutec Net (empresa especializada em tecnologia que depois
viraria ZAZ e vendida posteriormente a Terra Networks), igualmente ao
DGOnline, o grupo A Tribuna apostava no negócio do provimento
de acesso, mas precisava ter pelo menos um site para divulgar online
os seus serviços.
O então provedor de A Tribuna Internet também acompanhou
as mudanças na medida do surgimento das novas tecnologias. De
um provedor, um dos pioneiros, passou a ser também um portal
de conteúdo regionalizado e referência no País.
A página (www.atribuna.com.br) que, no início, trazia
somente as principais matérias do jornal A Tribuna.
O web site foi denominado de A Tribuna Digital e com o passar dos anos
foi agregando outros serviços para os usuários. Hoje,
quem acessar o site tem à disposição imagens em
tempo real da praia de Santos, Classificados on-line, Empregos, Arquivo
(consulta de notíciais anteriores) e o Tricompras (onde os internautas
podem fazer suas compras a qualquer hora). Outro destaque foi a parte
interativa, com Chats, Fóruns por cidade, Tribuna do Leitor e
Pergunta do Dia.
A então editora do jornal, Miriam Guedes, em entrevista ao jornal
quando A Tribuna Digital, comentou que o “grupo sempre esteve à
frente de todas as formas de comunicação”. Para ela, a
rede propiciou uma dimensão maior do trabalho do jornal.
Durante os anos iniciais do portal, o dinamismo foi uma marca constante,
decorrente das descobertas de soluções técnicas.
Por exemplo, em menos de um ano e meio foram feitas três reformulações
no website, inclusive com colaboração dos usuários.
Para o então encarregado técnico da Internet (provedor
A Tribuna), Marcello Martin Vicente Júnior, destaca um momento
importante do portal : “A cobertura on-line do desfile das escolas de
samba de Santos, em março de 2000, foi um desafio. Tivemos dez
dias para montar a estrutura na passarela (comprar os equipamentos,
contratar o link e configurar tudo). Mas o resultado foi bom e a página
chegou a ficar congestionada, porque teve sobrecarga de acessos”. Retrospectiva
26
de março de 96 - Comemorando 102 anos como jornal impresso, A
Tribuna entra na era da interatividade e inicia oficialmente suas atividades
como provedora de acesso à rede mundial de computadores (www.atribuna.com.br).
Dezembro
de 96 - O provedor A Tribuna passa a ser parceiro da NutecNet (nome
alterado para Zaz e, por fim, Terra). Fevereiro
de 97- Além de ser uma provedora de Internet, A Tribuna se firmava
como um portal de conteúdo regional. Nessa época, o site
fez sua primeira cobertura do Carnaval da Baixada Santista, quando os
foliões puderam acompanhar o samba-enredo das escolas e informações
gerais dos desfiles. Novembro
de 97 - Mais uma cobertura, só que desta vez on-line. O Festival
de Música da Tribu, que revelou novas bandas na região,
foi transmitido em todas as etapas para os internautas (www.atribuna.com.br/somdatribu).
Agosto
de 98 - O site de A Tribuna Digital foi todo reformulado, trazendo mais
serviços aos usuários, como a inclusão da página
do Santos FC, chat com convidados, colunas e fórum. Julho
a outubro de 98 - Primeiro projeto especial do portal. Em conjunto com
o TRE, que disponibilizou a apuração dos votos em tempo
real, A Tribuna Digital fez a cobertura das eleições para
Governador, Deputado, Senador e Presidente da República, com
informações e fóruns de debates. Junho
a julho/98 - Cobertura regionalizada da Copa do Mundo na França
(quando o Brasil deixou escapar o pentacampeonato). Os torcedores e
jornalistas que estavam em Paris acessavam diariamente o site para saber
da repercussão no Brasil.
Janeiro e fevereiro de 99 - Tinha início o primeiro Verão
Digital. Reportagens, previsão do tempo e dicas de passeio na
Baixada Santista e Litoral foram algumas das atrações.
Fevereiro
a junho de 99 - O site adere à Campanha Violência Não,
do Sistema A Tribuna de Comunicação. Na ocasião,
a mãe de um dos garotos assassinados em Praia Grande, no Caso
da Cavalaria, enviou a denúncia por e-mail. A reportagem do jornal
checou a informação e publicou matéria exclusiva
sobre o assunto. Julho
de 99 - Cobertura exclusiva da maior feira de informática do
Brasil, a Fenasoft, com matérias, fotos e notas sobre os acontecimentos
do evento. Dezembro
de 99 - O portal dá um salto de qualidade com a implantação
de um banco de dados e gerenciamento, que resultou na profissionalização
do conteúdo e inclusão de últimas notícias,
fóruns por cidade, áudio, vídeo, classificados,
empresas e banco de empregos. Janeiro
de 2000 - Em parceria com o Terra, entra na rede o site especial VerãoSP.
Durante três meses, os internautas tiveram acesso à agenda
de espetáculos teatrais, informações sobre estradas
e balsas, últimas notícias, shows, reportagens especiais
sobre turismo e saúde, flashes, dicas dos melhores points e promoções.
Janeiro
de 2000 - A Tribuna Digital passa a ser o maior portal de conteúdo
e serviços de todo o Litoral Paulista. Com uma nova página
e um design mais leve, o site agregou, além das matérias
do jornal, os noticiários de todos os veículos pertencentes
ao Sistema A Tribuna de Comunicação. Uma equipe de jornalistas
passou a desenvolver notícias on-line e reportagens. Nos serviços,
houve a inclusão do arquivo para pesquisa de notícias
anteriores, aumento do conteúdo do Santos FC e a seção
Multimídia (com matérias da TV Tribuna e áudios
da rádio CBN-Santos). Março
de 2000 - Criação de um site especial e transmissão
on-line do desfile das escolas de samba de Santos, pioneira no Litoral
de São Paulo. Além da transmissão, os usuários
tiveram acesso a fotos exclusivas, entrevistas e diversos tipos de informações,
obtidas pela equipe de repórteres e profissionais de A Tribuna
Digital. Julho
de 2000 - Nova reformulação do portal trouxe novidades
na área de conteúdo e serviços, como a seção
Kids (noticiário do suplemento A Tribuninha), Classificados via
Internet, melhora na qualidade de som do vídeo e áudio
da seção Multimídia , inclusão do Divirta-se
(com os principais eventos da região), Tribuna do Leitor Interativa,
imagens on-line da praia de Santos e indicadores econômicos. Agosto
de 2000 - Lançamento do Tricompras - Shopping Virtual da Baixada
Santista (em www.tricompras.com.br). Mais do que sistema que permite
adquirir bens e serviços via Web, o Shopping mostrou ser uma
real oportunidade para que os comerciantes da Baixada Santista entrassem
na nova economia. Outubro
de 2000 - Cobertura das eleições para as prefeituras em
27 cidades do Litoral Paulista. Quando esteve no ar, a página
especial bateu o recorde de audiência com 22 mil páginas
vistas. Além de notícias, forneceu apuração
oficial do TRE-SP e transmissão da CBN-Santos, via Internet,
por 15 horas.
4 dezembro de 2000 - Chat com mais interatividade. Com novo layout,
a sala passou a oferecer o sistema de áudio e vídeo em
todos os bate-papos e pesquisas interativas, onde o visitante responde
a uma enquete relacionada ao assunto discutido e indica os próximos
convidados.
Dezembro de 2000 - A Tribuna Digital faz parceria com a Telesp Celular
para entrar no Wap (tecnologia que permite acessar a Internet pelo celular
e aparelhos sem fio). No endereço www.atribuna.com.br/waplitoral,
os usuários do sistema podem conferir as principais notícias
da região, eventos e serviços, como condições
de estradas e balsas.
Março de 2001- O portal fez a cobertura em tempo real do funeral
do governador Mário Covas, enfocando o evento regionalmente,
com notícias e depoimento de políticos e pessoas comuns.
Foi o primeiro portal brasileiro a colocar fotos exclusivas e detalhadas
do acontecimento na Web.
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